quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Pink so Pink

Não sou particularmente apreciadora do famoso sabor a terra da beterraba. Mas acho a cor linda e tenho pena de não a poder aproveitar mais. É linda e super saudável.
Por isso quando recebi uma fresquíssima beterraba do Cabaz Prove resolvi arriscar uma sopa.
Cozi a beterraba à parte para que o sabor a terra se fosse perdendo na água. Mas a beterraba era tão boa que esta operação era escusada.
Juntei a beterraba cozida com cebola estufada e batata cozida. Moí tudo e juntei um pouco de água e leite. Sal qb e uma pitada de natas e cebolinho. Já está!
Linda e com um sabor super suave, não fosse a cor e diria que era um creme de cenoura. Aliás foi assim que os pestinhas a classificaram: sopa esquisita que sabe a cenoura. Escusado será dizer que não aderiram. Comem (se eu deixar...) toda a sorte de porcarias coloridas – gomas e afins – mas sopa rosa? Não – É esquisito. Haja paciência…


domingo, 22 de setembro de 2013

Sou uma formiga com alma de cigarra

Não me apetecia nada passar a manhã a preparar os almoços dos miúdos. Mas o dever é assim, não é quando apetece...
Fiz 24 crepes que congelei em baterias de 4. Depois basta recheea-los com queijo e fiambre, bechamel com pescada cozida, ou pastel de bacalhau. Esta última versão é fantástica. Aproveitei uns pasteis de bacalhau que tinha congelados - homemade - claro... e sem fritar descongelei-os. Com esse creme recheei os crepes e levei ao forno bem forte.
Um crepe, ou será melhor dizer uma galette*, e uma salada e está feito o almoço portátil. Com sorte ainda levam um crepe de chocolate... e fruta!
* Na Bretanha chamam galette ao crepe salgado e crepe ao doce. A massa é idêntica, os recheios é que fazem a diferença.Mas os doces ficam bem com uma farinha mais branca e um pouco de açúcar.

 
A receita (é a receita básica das galettes bretãs, o segredo está na farinha. Tenho dificuldade em encontrar a farinha de trigo escuro mas descobri uma farinha de trigo fabulosa de moagem artesanal, no Moinho do Papel, em Leiria - esta farinha merece um post, haja tempo...)

250 gr de farinha de trigo do Moinho do Papel
3 ovos
500ml de leite
1 colher de sopa de óleo
2 colheres de sopa de cerveja branca
sal q.b
Misturar a farinha com o sal e juntar os ovos batidos. Juntar o leite, o óleo e a cerveja, misturar sem bater. Deixar repousar 1 hora. 
Para fazer 24 crepes dobrei a receita mas não os fiz tão finos como gostaria.

Depois desta empreitada fui aproveitar o Verão. A cigarra não perdoa. E que Verão está este Outono a ser...











  



sábado, 21 de setembro de 2013

Ontem foi assim


Salto da cama às 6h30, é duro, mas pela lei das compensações tenho o direito inalienável de assistir a sóis reflectidos.

E manobras que fazem perigosamente lembrar o Costa Concórdia. Neste caso correu bem.







x

terça-feira, 17 de setembro de 2013

domingo, 15 de setembro de 2013

Em negação

Vi um bando de cegonhas a caminho de África, vi cardumes de peixes a nadar mesmo junto à praia. Fica de noite às 8 horas e às 6h30 ainda não nasceu o sol.
Suponho que terei de me habituar à ideia: o Verão está a terminar. Por enquanto estou em negação.



terça-feira, 3 de setembro de 2013

Lingotes de âmbar a.k.a gomas de Coca-Cola

Andava há tanto tempo com vontade de experimentar fazer gomas caseiras. A par com os shots de gelatina era uma ideia que andava por aqui a rebolar.  As receitas que encontrava eram todas americanas e estava com receio de não acertar com as conversões dos ingredientes. Até que dei com este post da Clavel`s Cook . Os miúdos viram e já não me largaram, montaram logo ali, com o avô, uma expedição, ao Pingo Doce. É que cá em casa não há Coca-Cola na despensa...
E foi assim que me aventurei nas gomas caseiras, e com muito sucesso, devo dizer.
Até eu gostei, o que já diz muito da bondade da receita. 
Planeio umas variantes, com sumo de laranja, ou até mesmo de café. Quem sabe...numa versão  adulta. 

Gomas de Coca-Cola

200gr de coca-cola
20 gr de gelatina neutra ou 10 folhas de gelatina
85 gr de gelatina de laranja ( não encontrei fiz com gelatina de pêssego e resultou muito bem)
Preparar  a gelatina neutra amolecendo-a em água fria ou num pouco de coca-cola.
Aquecer a coca-cola até ferver.
juntar a gelatina neutra escorrida e mexer bem. Juntar a gelatina de laranja.
Deixar ferver 5 minutos.
Despejar a mistura em forminhas - à falta de melhor usei formas de gelo mas eram um pouco grandes.
Levei ao frigorífico 1 hora, mas é o suficiente para endurecer. Os formigas não aguentaram a espera...

domingo, 1 de setembro de 2013

7 dias no paraíso

E assim correram os dias, entre a apanha das amoras e os mergulhos na barragem.
Aqui as horas dão para tanto que os dias parecem semanas.
Aqui comemos o que as hortas dão,  e comemos tão bem. 
Aqui apanhámos mais de 3 kg de amoras com os quais fiz quase 6 kg de doce. Foram umas férias muito produtivas.

A enfrentar o "monstro" silva.


Depois da farta colheita  há que fazer o doce. A receita é do livro Receitas Escolhidas de Lurdes Modesto (receita lá em baixo). Estou muito orgulhosa da minha ideia: tirei foto à receita para poder seguir no ipad. A preguiça é mestra de engenho...

Eram tantas que tiveram de macerar no alguidar.

 o melhor da festa: três tachos para rapar.


Depois do "duro trabalho" relaxávamos nestas maravilhosas "praias verdes". Umas atapetadas de hortelã, outras rodeadas de pinheiros.
 
Sabemos que estamos numa terra boa quando nos agradecem com um bem-haja.

O doce de amora fiz assim:
1 kg de amoras
1kg de açúcar
1 limão
( fiz tudo multiplicado por 3)
Deixa-se a amora misturada com o açúcar macerar durante a noite.
Leva-se esta mistura ao lume com uma casca de limão.
Quando começar  a ferver junta-se o sumo de um limão.
Deixa-se ferver 7 minutos e retira-se do lume para, com a ajuda de um passador, escorrer as amoras.
Vai de novo ao lume e quando recomeçar  a ferver juntam-se as amoras e deixa-se ferver mais 5 minutos. Repete-se a operação de escorrer as amoras. Vai de novo ao lume e quando recomeçar  a ferver juntam-se então as amoras e deixa-se ferver 3 minutos.
Guarda-se em frascos previamente fervidos.
Vale bem o trabalho que dá.