quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Pireneus 2015- um dia dedicado às cores#11

Aproveitamos a escala em Bilbao para visitar o  Guggenheim . Desta vez tivemos sorte com as exposições temporárias: Koons e Basquiat. Bastante acessíveis e do agrado das crianças. Passamos várias horas no museu e foi com uma pontinha de orgulho que fiquei a saber que mesmo depois de terem visto as "esculturas divertidas" de Koons, aquilo de que mais gostaram foi das serpentes de Richard Serra.
Esta foi a última escala da viagem daqui partimos para casa, uma viagem de cerca de 5 horas. Tudo muito calmo sem grandes estafas automobilísticas.





A "peça" favorita




Ainda não foi desta que fiquei fã de Bilbao. É uma terra escura e à parte do museu e dos excelentes restaurantes não lhe encontro especial encanto.
A necessidade é mestra de engenho e a chuva aqui é uma constante


Na Ibañez um gelado perfeito mas não tão perfeito como os do Santini

tapas de autor queijo de cabra, compota de tomate e presunto

Na manhã do regresso ainda tivemos tempo para dar uma saltada a Portugatele Portugalete, uma pequena cidade a cerca de 10 km de Bilbao que tem como atractivo uma ponte engenhosa. Para permitir a passagem dos barcos é o "tabuleiro da ponte",  no caso uma cabina fechada, que se desloca.





Pireneus - o regresso #10

Tempo de regressar mas com calma e muitas paragens no caminho. Depois de cerca de uma hora e meia de  viagem fizemos uma paragem estratégica em Pau a "capital" dos Pirenéus. Tempo enublado e mais fresco a lembrar o Verão que era suposto termos apanhado.
Depois de almoçarmos as incontornáveis galettes , seguimos para Bilbao. Mais 2h de caminho e estávamos prontos para o tapeo espanhol


Uma terra bonita com candeeiros em cobre


Pireneus 2015 adeus montanhas #9


No último dia tive finalmente um mercado onde me perder, mesmo ali em Luz Saint Sauveur. Pena estarmos de partida sem oportunidade de dar vazão a tanta coisa boa. A manteiga fresa absolutamente fabulosa, o pão, o mel de acácia, ah! o mel, pena tenho de não ter trazido mais. Tudo tão bom, tão bem apresentado, enfim, tão francês.

A igreja fortificada reza a história para a proteger dos bandidos aragoneses







Para finalizar as caminhadas mais um cirque desta vez o de Troumouse. Mais pequeno que Gavarnie mas também mais fácil. Almoçamos junto ao pequeno lago que serviu para nos refrescar do calor persistente, mas a água era fria demais para um mergulho. Água de degelo com a temperatura ideal para refrescar a garrafa de água.






terça-feira, 18 de agosto de 2015

Pireneus 2015- A Brecha ou como a vontade move montanhas #8

Num passado longínquo, numa idade A.C ( antes das crianças) eu e o senhor meu marido tentamos chegar à Brecha de Roland. Eu não acreditava muito que lá chegássemos mas ele meteu na cabeça que haveria de por o pé em Espanha. Tentamos mas desistimos quando começamos a apanhar enormes lençóis de neve, cascatas geladas e uma total falta de equipamento e preparação para o feito.
Este foi o dia em que o senhor meu marido reeditou a escalada e ajudado pela falta de neve e a melhor preparação, deixou mulher e filhos na beira da cascata e desalvorou, como se não houvesse amanhã, pela montanha acima , até à Brecha de Roland.
Não gostei de ficar para trás sem parte significativa das provisões do almoço, para mais com um filhote triste e indignado por não ter sido levado na aventura (mas a subida era brava, o pai não é inconsciente e eu nunca o deixaria ir) mas confesso que me distrai com o tráfego absolutamente delirante de caminhantes que subiam e desciam a cascata fazendo a passagem de França para Espanha e vice-versa. A verdade é que senhor meu marido fez a escalada e a descida num tempo absolutamente record e acabei perdoando o facto de me ter levado o almoço. Mas desconfio que ainda lá vai querer voltar...








 Depois desta grande caminhada precisávamos repor o nível das calorias e nada melhor que o famoso gateau a la broche de Sia

Este bolo que se vê à venda em mercados e pastelarias da região, aqui em Sia , é feito à nossa frente numa lareira. Não será o programa ideal para quando estão 35.ºC.,  mas o bolo é absolutamente delicioso e vale bem o sacrifício. A sidra gelada ajudou a compensar o calor .





Juro que o sabor é infinitamente melhor que o aspecto. Para mais a foto foi tirada debaixo de um enorme chapéu-de-sol que lhe deu um ar esverdeado



domingo, 16 de agosto de 2015

Pireneus 2015 - momento National Geographic #7

Estávamos com vontade de regressar às caminhadas mas queríamos uma suave. O calor continuava exasperante e não apetecia fazer grandes esforços.
Escolhemos uma pequena volta no Val d'Azun em torno de um pequeno lago. Não correu como o esperado. O lago estava seco, o calor horrível, acabamos por nos perder e fazer uma volta bem maior que o planeado. Nas trocas das voltas demos com a carcaça de um cavalo morto. Teria caído do cimo da ravina, estava partido, seco e os abutres já tinham feito o seu trabalho. Não era uma imagem bonita de ver, mas as crianças ficaram fascinadas. À noite houve pesadelos.


Saint Savin






A Queda



Para refrescar terminamos a volta no Lac d' Estaing